UMA POR DIA


Até que enfim é sexta-feira
maio 18, 2012, 12:29 pm
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Nossa homenagem a Donna Summer e a esse clássico da Sessão da Tarde.



Candomblé, Jazz, Proto-afrobeat e muito mais: Abigail Moura e a Orquestra Afro-Brasileira
maio 17, 2012, 11:46 am
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ImageMisturar o imenso e riquíssimo universo dos ritmos afro-brasileiros com a tradição das orquestras de jazz parece um caminho óbvio na história da música brasileira; surpreendentemente, não foram muitos os que trilharam esse caminho. A quantidade é compensada pela qualidade, quando se pensa que Pixinguinha e Moacir Santos são alguns dos nomes que exploraram essa vertente. Mais recentemente, o Maestro Letieres Leite e e sua Orkestra Rumpilezz têm mantido a chama acesa. Mas uma referência incontornável, apesar de bem menos conhecida, é a pioneira Orquestra Afro-Brasileira, fundada pelo maestro Abigail Moura em 1942. Até onde pude saber a orquestra gravou apenas dois discos: “Obaluayê”, de 1957 (que inclui “Liberdade”) e “Orquestra Afro-Brasileira”, de 1968. Nascido em Minas, o maestro trabalhou muitos anos como copista da Rádio MEC no Rio de Janeiro, até sua morte em 1970. Não consegui encontrar muitos dados, mas o que escutei é sensacional; em certos momentos dá a impressão de que estamos ouvindo um proto-afrobeat, anos antes de Fela Kuti gravar seu primeiro disco.

Escutem aqui!

 



João Callado quebrando tudo em “Nova dança”
maio 14, 2012, 4:30 pm
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Acaba de sair “Nova dança”, segundo disco do cavaquinista e compositor João Callado. Fundador do Cordão do Boitatá, do saudoso Abraçando Jacaré e do Grupo Semente, toca com Teresa Cristina há quase quinze anos e tem parcerias com ela, Moyseis Marques, Edu Krieger, Delcio Carvalho e mais uma pá de gente. O primeiro disco, “João Callado” (2009), é muito bom, mas é nesse segundo que João realmente bota as manguinhas de fora como compositor ao criar uma série de temas em compassos ímpares, altamente suingados sem abrir mão da complexidade.

Para os que estão no Rio, hoje às 21h30 tem show de lançamento no Solar de Botafogo (General Polidoro 180) com participação de Pedro Miranda e Soraya Ravenle, que também participam do disco.

Escute aqui a tremenda faixa de abertura do disco, “Explode o salão”.



70 anos do Mestre Nei Lopes
maio 9, 2012, 1:00 pm
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Image1942 foi um ano iluminado: nasceram Gilberto Gil, Caetano Veloso e Paulinho da Viola. Mas o dia é de outro gênio da música brasileira, que nasceu no mesmo ano e hoje sopra 70 velinhas: NEI LOPES! Compositor de mão cheíssima, gravado por todo mundo desde Clara Nunes até Zeca Pagodinho, armou com Wilson Moreira uma das parcerias mais talentosas da história da MPB, que resultou em dois discos antológicos:  “A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes”, de 1980 (de onde tiramos “Candongueiro”) e “O Partido Muito Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes”, de 1985. Como se fosse pouco, ainda arranjou tempo pra escrever mais de trinta livros sobre as culturas afro-brasileiras e sobre a diáspora africana pelo mundo, e para manter um blog. A ele dizemos: adupé!

Escute aqui!



O Pará não pára com Mestre Cupijó
maio 8, 2012, 6:25 pm
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O Brasil é um dos países mais musicais do mundo, e poucos lugares no Brasil são tão musicais como o Pará. Com forte herança negra e indígena, uma longa tradição de bandas e orquestras populares e fácil acesso aos sons que vêm dos vizinhos latino-americanos e caribenhos, o Pará tem produzido desde sempre música dançante e interessante, desde o carimbó até o tecnobrega. Joaquim Maria Dias de Castro, mais conhecido como Mestre Cupijó,  nasceu em Cametá, no nordeste do Pará, onde mora até hoje, e começou a tocar clarinete aos doze anos de idade, primeiro na banda “Jazz Batuta do Ritmo” e depois na centenária Banda Euterpe (fundada em 1874), da qual seu pai era maestro e regente. Com sua formação musical, criou arranjos envenenados para o siriá e outros ritmos populares paraenses e alcançou grande sucesso na década de 70, quando gravou vários LPs. Hoje, aos 76 anos, é reverenciado pelos músicos mais jovens, que se inspiram em clássicos como o “Mambo do martelo” para gerar a música paraense de amanhã.

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Eis o “ôme”! Noriel Vilela e o elo perdido entre a umbanda e o sambalanço
maio 7, 2012, 4:25 pm
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A morte prematura de Noriel Vilela (diz a Wikipedia que ele morreu em 1974 “devido a uma reação alérgica à anestesia de seu dentista”) nos privou de um cantor de timbre original – lembra da voz grave de “16 toneladas”, regravada pelo Funk como le gusta? – e também de uma fusão interessantíssima do sambalanço com a umbanda. “Eis o ôme” (1968), seu único disco solo (antes integrou o grupo vocal “Nilo Amaro e seus cantores de ébano”), tem doze faixas e todas têm como tema a umbanda – em “Eu tá vendo no copo”, um Preto-Velho conversa com seu consulente no mais puro dialeto umbandista. Não consegui descobrir de quem são os arranjos, mas não me surpreenderia se fossem do Maestro Erlon Chaves, também falecido prematuramente no mesmo ano fatídico.

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Some of us are more equal than others… The Souljazz Orchestra (ou: os netos de Fela)
maio 5, 2012, 3:02 pm
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Em homenagem a Tony Allen, baterista de Fela Kuti e co-criador do Afrobeat, que se apresenta amanhã no Circo Voador no Rio, aí vai uma pérola da terceira geração do Afrobeat: “Kapital”, do excelente disco Manifesto (2008) do grupo canadense The Souljazz Orchestra. Dançante e instigante. Fela no go die!

Ouça aqui!




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