UMA POR DIA


Oscar Alemán, grande mestre argentino da música brasileira, en sensacional versão de “Acontece que eu Sou Baiano” by umapordia
abril 1, 2009, 4:10 am
Filed under: Música do dia | Tags:

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Amigos, Oscar Alemán é um desses capítulos curiosos e pouco conhecidos do encontro de várias tradições musicais. Argentino nascido no Chaco, província do interior, em 1909, filho de uma família de músicos, Alemán foi morar ainda pequeno em Santos, depois da separação dos pais. Lá, ficou órfão (o pai morreu em Santos e a mãe na Argentina). Fez de tudo para sobreviver, mas um cavaquinho que ganhou de presente mudaria sua vida. Menino prodígio, logo se revelou um talento no violão e em poucos anos, depois de voltar para a Argentina, iria para a França, onde dirigiu por anos a orquestra de Josephine Baker (conta-se que Duke Ellington quis roubá-lo para sua própria orquestra). Grande mestre da guitarra de swing, fez jam sessions mitológicas com Django Reinhardt. Muito amigos, os chamavam de “o cigano e o índio”. Mas com a Segunda Guerra voltou para Buenos Aires. A Argentina está comemorando os 100 anos de nascimento de Alemán, mas curiosamente poucas crônicas de sua vida enfatizam os anos que passou no Brasil e a grande influência que a música brasileira teve sobre ele ou suas maravilhosas gravações de clássicos brasileiros (clássicos hoje, pois na época eram todas músicas novas). É algo muito diferente: misturas de swing com música brasileira, puro bom humor, tudo cantado com uma voz deliciosa e um sotaque muito leve. É dessas coisas que só um cara com uma história de vida dessas poderia fazer soar de maneira tão genuína. A versão balançante de “Acontece que eu sou baiano”, do Caymmi (saiu em 1956 em 78rpm, e mais recentemente, em 2002, foi reeditada na coletânea Oscar Alemán y su Conjunto con Ritmos de Brasil), é um exemplo perfeito da fórmula única desse grande mestre argentino da música brasileira. Escutem a pérola aqui!!

Amigos, Oscar Alemán es uno de esos capitulos curiosos y poco conocidos del encuentro de varias tradiciones musicales. Argentina nascido en el Chaco, província del interior, en 1909, hijo de una familia de musicos, Alemán se fué a vivir aún pequeño en Santos, despues de la separación de los padres. Allí, quedó huerfano (el papá murió en Santos y la mamá en Argentina). Hizo de todo para sobrevivir, pero un cavaquinho que ganó de regalo mudaria su vida. Niño prodigio, pronto se reveló un talento en la guitarra y en pocos años, despues de volver a Argentina, viajaria a Francia, donde dirigió por años la orquesta de Josephine Baker (se cuenta que Duke Ellington quizo robarlo para su propria orquesta). Grande maestro de la guitarra de swing, hizo jam sessions mitológicas con Django Reinhardt. Muy amigos, los llamavan a ellos de “el cigano y el indio”. Pero con la Segunda Guerra se volvió a Buenos Aires. Argentina está conmemorando los 100 años del nascimiento de Alemán, pero curiosamente pocas crónicas de sua vida enfatizan los años que pasó en Brasil y la gran influencia que la musica brasileña tuvo sobre él o sus maravillosas grabaciones de clásicos brasileños (clássicos hoy, pero que en la época era temas nuevos). Se trata de algo muy particular: mesclas de swing con musica brasileña, puro buen humor, todo cantado con una voz deliciosa y un acento muy liviano. Es de esas cosas que solo un tipo con una historia de vida como esa podria hacer sonar de una manera tan genuina. La versión balanzante de “Acontece que eu sou baiano”, de Caymmi (salió en 1956 en 78rpm, y mas recientemente, en 2002, fué reeditada en la compilacion Oscar Alemán y su Conjunto con Ritmos de Brasil), es un ejemplo perfecto de la formula unica de ese gran maestro argentino de la música brasileña. Escuchen la perla acá!!

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2 Comentários so far
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E por falar em músicos argentinos, aqui no Brasil o filme “Café de los maestros” causou emoção/comoção em círculos menos preconceituosos. Quanto virtuosismo! Quanto talento na época de ouro do tango! Fico com a musicalidade sofisticada do pianista Emilio de La Peña, influenciado por Bill Evans. Só podia dar no que deu: um mestre do teclado. Ah se Brasil e Argentina se dessem verdadeiramente as mãos! Nos estúdios e nos estádios… Boa parceria também vicia!

Comentário por Sarkis

Caro Sarkis, é, o Café de los Maestros é uma maravilha. Vivo defendendo: temos que formar a Big Band do Sul. Músicos brasileiros, argentino e sul-africanos jejeje. Abração

Comentário por umapordia




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