UMA POR DIA


Baden e Vinícius inventam a música escura brasileira no deslumbrante “Canto de Xangô” by umapordia
março 30, 2009, 2:40 am
Filed under: Música do dia | Tags: ,

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Amigos, não sei se é possível exagerar a importância dos Afro-sambas (1966) na história da música brasileira. Num período em que o samba e a bossa nova, tão centrados no Rio, já tinham sido transformados em gêneros “brasileiros” por excelência, esse álbum — junto com outros como Coisas, do Moacir Santos, ou Edu Lobo por Edu Lobo, ambos de 1965 — acabou tendo papel fundamental ao legitimar a incorporação de uma estética bem mais diversificada ao cânone musical do período. Piro também com a influência que sinto que tem sobre grandes músicos brasileiros de hoje. Não consigo imaginar, por exemplo, sons como o do Nação Zumbi e do Curumin sem uma forte herança de Jorge Ben e dos afro-sambas. E o “Canto de Xangô” (“Eu vim de bem longe, eu vim, nem sei mas de onde é que eu vim / Sou filho de rei muito lutei para ser o que eu sou) é dos melhores exemplos dessa estética escura e densa criada pelos gênios Baden e Vinicius! Salve! E escutem a pérola aqui!!

Amigos, no sé si es posible exagerar la importancia de los Afro-sambas en la historia de la musica brasileña. En un periodo en que el samba y la bossa nova, tan centrados en Rio, ya se habian transformado en generos “brasileños” por excelencia, ese álbum — junto a otros como Coisas, de Moacir Santos, o Edu Lobo por Edu Lobo, ambos de 1965 — acabó teniendo un rol fundamental al legitimar la incorporación de una estética mucho más diversificada al canón musical del período. Me admiro siempre tambien de la influencia que siento que ese disco tiene sobre grandes músicos brasileños de hoy. No puedo imaginar, por ejemplo, música como la de Nação Zumbi o Curumin, por ejemplo, sin una fuerte herencia de Jorge Ben y de los afro-sambas. Y el “Canto de Xangô” (“Eu vim de bem longe, eu vim, nem sei mas de onde é que eu vim / Sou filho de rei muito lutei para ser o que eu sou) es de los mejores ejemplos de esa estética oscura y densa creada por los genios Baden e Vinicius! Salve! Y escuchen la perla acá!!

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2 Comentários so far
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O “Os afro-sambas de baden e vinicius” foi quase que um ato de contrição diário para mim naqueles anos dourados dos anos sessenta. Amenizou, e como atenuou, os anos de chumbo que corriam paralelos. A Biscoito Fino lançou há alguns meses a releitura dos afro-sambas feita pelo próprio Baden Powell. Vale a pena conhecer. É a prova que este trabalho resiste a vários registros, sem perder seu poder de perenidade. Obrigado, Uma por Dia!

Comentário por Sarkis

Querido Sarkis, os “Afro-sambas de Baden e Vinícius” são das coisas mais deslumbrantes que existem. Vibrei há dois anos quando o grupo de rap Mamelo Sound System lançou, no disco Velha Guarda 22, a faixa Vô-Q-Vô, que tem essa linda homenagem: “Eu vô-q-vô, eu tô-q-tô, entre pastores e camelôs, cafuzos, mamelucos, mansőes e bangalôs, Afro-sambas no metrô, faixa sete abalô – leleô, leleô.” Curto demais esse negócio de que no Brasil continua a haver um diálogo muito forte entre a “tradição” e a “modernidade”. As haspas são importantes pq a “tradição” –no caso, os afro-sambas– foi na sua época pura modernidade, elaboração incrivelmente sofisticada sobre as tradições de então. A música brasileira vive desse diálogo e isso é ótimo. abraço forte!

Comentário por umapordia




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