UMA POR DIA


Marcio Montarroyos manda brasa na “Rua da Boa Hora” by umapordia
março 13, 2009, 1:33 am
Filed under: Música do dia | Tags:

Galera, às vezes o blog me leva por caminhos imprevistos. Ontem, quando botei o post do Erasto que está logo abaixo, me deu uma tremenda vontade de escutar o som de hoje. Marcio Montarroyos faleceu no ano passado. Foi um dos grandes trompetistas do Brasil, gravou com todo mundo que se preze. Pessoalmente, sempre achei ele um dos melhores trompetistas que já escutei (escutem o solo dele na versão do “Trem Azul” do Tom pra ver o que é beleza), mas nunca me apaixonei realmente pela maioria dos seus discos solo, muito marcados por um estilo fusion-pop bem dos anos 80. Mas tem um disco que é f**a! É esse aqui, o Stone Alliance, de 1977, seu primeiro álbum, dos melhores discos de fusion que já passaram na minha frente. Coisa incrível, linda, linda, linda. É Márcio acompanhado de um time incrível: o próprio trio Stone Alliance (Steve Grossman nos saxes, Gene Perla no baixo e sintetizadores, e Don Alias na percussão) e uma equipe brazuca formada por nosso herói Erasto Vasconcelos, Carlos David Sion e Dom Bira na percussão (e participação do Hermeto em uma das faixas). A música é a misteriosa “Rua da Boa Hora”, lenta, escura, composição do Marcio. Saquem a classe da introdução, os synths que abrem pra esses naipes incríveis de trompete, flugelhorn, melofone e voz, tudo do Marcio, muito bonito, percussão incrível, p**ra, fico emocionado sempre que escuto isso. Miles deve ter curtido pra caramba esse som… Bom, é isso aí, discaço do Marcio com participação do Erasto, pequeno tesouro guardado em casa que deu muita vontade de dividir com vocês. Aproveitem e até segunda!! Escutem a pérola aqui!

P.S.: Uhm, botei um brinde no post do Erasto que sei que muuuiiita gente vai gostar! Abração!!

Galera, a veces el blog me lleva por caminos imprevistos. Ayer, cuando puse el post de Erasto que justo ahi abajo, me dió muchas ganas de escuchar el sonido de hoy. Marcio Montarroyos falleció el año pasado. Fué de los grandes trompetistas del Brasil, grabó con todos los grandes. Personalmente, sempre me pareció de los mejores trompetistas que escuché (escuchen el solo de él la versión de “Trem Azul” de Tom Jobim para ver lo que es la belleza), pero nunca me enamoré realmente de sus discos, muy marcados por un estilo fusion-pop bien de los 80. Pero hay un disco que es j****o! Es este acá, el Stone Alliance, de 1977, su primer álbum, de los mejores discos de fusion que ya pasaran adelante mio. Cosa increíble, linda, linda, linda. Es Márcio acompañado de un equipo increíble: el proprio trio Stone Alliance (Steve Grossman en los saxos, Gene Perla en el bajo y sintetizadores y Don Alias en la percusión) y un equipo brazuca formado por nuestre heroe Erasto Vasconcelos, Carlos David Sion y Dom Bira en la percusion (y participación de Hermeto en uno de los temas). El tema es el misterioso “Rua da Boa Hora” (“Calle de la Buena Hora”), lento, oscuro, composición de Marcio. Escuchen que clase la introducción, los synths que abren para esos naipes increibles de trompeta, flugelhorn, melofon y voz, todo de Marcio, muy lindo, percusion increible, ca**jo, me quedo emocionado cuando escucho eso. Miles debe de haber disfrutado mucho de ese sonido… Bueno, es eso, discazo de Marcio con participación de Erasto, pequeño tesoro guardado en casa que me dió muchas ganas de dividir con ustedes. Aprovechen y hasta el lunes!! Escuchen la perla acá!

P.S.: Uhm, puse un regalo en el post de Erasto que sé que a muuuuchos les va a gustar! Abração!!

Site do Márcio Montarroyos

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12 Comentários so far
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Salve, Carlos. Tem sido irresistível comentar os últimos posts. Em primeiro lugar, a foto. O Marcio Montarroyos está parecendo um João Bosco de trompete. Nunca tinha me dado conta de que eles eram tão parecidos.

“Stone Alliance” foi um disco incrível que gravei de você e subscrevo suas palavras a respeito da pérola de hoje. Concordo também que o jazz fusion da década de 80, movimento que se iniciou aqui nos EUA, trouxe muito pouca coisa bom. Parece que a década de 80 foi, em certa medida, perdida até na música. Houve, porém, no Brasil, mesmo que via fusion, uma revitalização do cenário da música instrumental. Criaram o Free Jazz Festival, rolaram shows antológicos no Parque da Catacumba no Rio, vários artistas e/ou grupos tiveram seus discos lançados, dos quais eu destacaria o “Cama de Gato” com o Mauro Senise, Arthur Maia, Paschoal Meireles e Rique Pantoja. Aliás, continuo tentando conseguir os dois primeiros discos deles, que foram grandes descobertas musicais para mim à época. Além disso, o Hermeto e o Egberto também voltaram a tocar com mais freqüência no Brasil nesse período. Enfim, no geral, foi um ponto de inflexão positivo para a música instrumental brasileira. E o Marcio Montarroyos desempenhou um papel importante nesse contexto.

O Montarroyos foi uma grande perda do ano passado. Ainda me lembro de tê-lo visto tocar no Clube do Choro em 2007. Era um excelente músico e que, como você mesmo disse, atuou em alguns discos essenciais da MPB. Um viva para ele!!!

Comentário por Gustavo

Fala, Gustavo! Subscrevo seus comentários hehehe!! Agora que vc fala, realmente o Montarroyos é o João Bosco de trompete hehehe. Qto ao instrumental na década de 80, quando vc começou a escrever, algo me disse que vc ia mencionar o “cama de gato” hehehe Cara, os discos tavam no Abracadabras, que foi tirado do ar pela google/blogger, mas se vc procurar no http://www.captaincrawl.com ele te diz onde encontrar. Tão lá o “Cama de Gato” (86) e o “Guerra Fria”. Abração!!!!

Comentário por umapordia

Carlito, o problema dos meus comentários é que você já sabe, em boa medida, o que vou dizer. Isso é que dá a gente ser amigo há tanto tempo. 🙂 Valeu pela indicação do link. Vou procurar os discos lá. Abração!!!

Comentário por Gustavo

Ola!

Adorei a musica do Marcio Montarroyos e muito obrigado pela divulgacao no seu blog !

Aproveito a mensagem e mando aqui,a recente playlist do Gilles Peterson da BBC ,com a mesma musica que vc colocou aqui :dia santo e outras tantas , num progama ao vivo com 2 horas de duracao .

Para baixar , eh so clicar no link http://alldj.org/index.php?name=News&op=Article&sid=21574

no mais, deixo um abrazzz!

j.

Comentário por jam da silva

Grande Jam, visita ilustre! Bem-vindo e obrigado pela mensagem! O som do Marcio é mesmo sensacional.. Qto a teu disco, parabéns, discaço. “Dia Santo” é inevitavelmente uma musica que chama a atencao –composicao linda, e alem disso quem mandou chamar a Isaar pra cantar hehe?– mas curto muito todo o disco. Mania (Makossa!!), O Pedido (grande Junio Barreto), Macumba e claro o sensacional Dub das Cavernas tão entre as músicas que não paro de escutar. Valeu total e tamos em contato. Qdo puder, mande sugestões de sons novos (uhm, vou baixar a lista…). Abração, Carlos

Comentário por umapordia

Muito ligeiras essas observacoes sobre o fusion e a música instrumental brasileira. Há, nelas, um excessivo “cariococentrismo”. Como falar dos anos 1980 sem lembrar, por exemplo, do (paulista) Pau Brasil? Claro, se se destaca de antemao o Cama de Gato, faz sentido a alusao ao fusion. Mas, com menos provincianismo, nao há razao para achar que o Cama de Gato tenha sido o supra-sumo da década. Muita coisa boa se fez na música instrumental brasileira dos anos 1980 que nada teve a ver com o fusion e que, ao contrário, buscava contornar essa tendencia. O Pau Brasil é só um exemplo.

Comentário por felipe do lago

Caro Felipe,

O poeta italiano Dante Alighieri – que, aliás, é nome de escola em São Paulo – disse uma vez alguma coisa como “para falar do mundo é preciso começar escrevendo sobre sua própria aldeia”. Falo sobre a minha experiência, sobre o que eu conheço. Se você ler bem o meu post, perceberá que mencionei apenas o impacto que o fusion causou na música instrumental. Ao mesmo tempo, não neguei que houvesse músicos fazendo música instrumental com outra estética no Rio, em São Paulo, em Cuiabá ou em Quixeramobim. O meu argumento é tão-somente que o fusion ampliou o público da música instrumental na década de 80 num contexto que me é familiar. Aliás, o Cama de Gato nem pode ser considerado um grupo de fusion, mas se beneficiou dessa onda. Era um grupo de primeira grandeza com músicos que são, também, grandes talentos individuais, assim como é o caso do Pau Brasil. Quem sabe você não compartilha conosco o que aconteceu em São Paulo.

Comentário por Gustavo

Gustavo:
Nesse negócio de cantar a própria aldeia, voce bateu na trave quanto aa identidade do escritor, mas isso pouco importa. Relendo o seu primeiro post, nao dá para aceitar que voce tenha argumentado “tão-somente que o fusion ampliou o público da música instrumental na década de 80 num contexto que me é familiar”. Vc fez mais do que isso, ao falar em “revitalizacao” da música instrumental e apontar o fusion como fator deste processo. Seria preciso um pouco mais de coerencia: se era para pronunciar-se unicamente sobre sua experiencia e sua aldeia – conforme lhe ocorreu a posteriori, como estratégia de reforma de suas ideias -, tivesse ficado apenas com os shows no Parque da Catacumba e com os discos que vc curtiu. Mas nao: falou de “Brasil”, e mais de uma vez. Seu diagnóstico de revitalizacao é questionável por si só (haveria de se rever com mais cuidado o que rolava e o que se lancou nas décadas anteriores). Agora, dizer que essa revitalizacao deu-se “via fusion”, como vc fez, a seco, é ainda mais duvidoso. O problema nao está em cantar a própria aldeia, mas em escrever juízos peremptórios e grandiloquentes que exigem, logo, que se recue e diga “ops, foi mail, estava falando só da minha experiencia”.

Comentário por felipe do lago

Felipe:

Pensei que o espaço fo blog era para ser construtivo. Vai ver que estou errado nisso também.Como disse o Guimarães Rosa no início do Grande Sertão (ou será que você me dirá que novamente me equivoco de escritor?)”pão e pães é questão de opiniães”

Comentário por Gustavo

Na boa, não vou nem entrar no conteúdo da polêmica, porque acho que o tom do debate não é o mais adequado. Abraços

Comentário por umapordia

Concordo com você, Carlos.

Comentário por Gustavo

De um espaco de debate qualquer ter de ser “construtivo” nao se segue que nao possa haver discordancias. Todo debate é construtivo, desde que se saiba delimitar o ponto em discussao, e nao tergiversar. Mas é evidentemente mais fácil arrogar-se uma aura de gentleman que nao se deixa envolver pela baixeza alheia (e que procura esconder-se por detrás de citacoes de nomes notaveis, ainda que tenham pouco ou nada a ver com o que se discute) do que enfrentar o debate. Só acho que o lugar para pessoas assim nao é a internet, que é espaco, eminentemente, de debate franco, aberto, e nao para manifestar suscetibilidades afrescalhadas.

Comentário por felipe do lago




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