UMA POR DIA


Dedicada aos amigos da Guiné-Bissau: “Apili”, do gênio Luis Carlos Schwarz by umapordia
março 3, 2009, 1:28 am
Filed under: Música do dia | Tags: ,

jose-carlos-schwarz1Galera, a música de hoje ia ser outra, mas os fatos me levaram a mudá-la. Não sei se leram a respeito dos tristes acontecimentos de domingo e ontem na Guiné-Bissau (leia notícia aqui), mas a verdade é que fiquei pensando o dia inteiro nesse país, onde estive alguns meses, e nos queridos amigos guineenses que fiz por lá (que agora estão meio espalhados pelo mundo lusófono). Então decidi botar um clássico do cancioneiro guineense e da música africana, a lindíssima “Apili”, de José Carlos Schwarz. Schwarz foi desses gênios precoces que também desapareceram precocemente. Poeta, compositor, cantor, escreveu algumas das canções mais bonitas desse universo compartilhado pela Guiné-Bissau e por Cabo Verde, de cuja ligação histórica, étnica e cultural nasceram as línguas crioulas faladas em ambos os países (formam uma mesma família, com variações importantes, claro). Foi “o cantor” do movimento de independência dos dois países, liderado pelo lendário Amílcar Cabral (era só um movimento, que tinha por projeto a união de ambos). E morreu com 27 anos, num acidente de avião em Cuba. Na boa, o cara só fez músicas lindas… “Apili” conta a história da mulher de um guerrilheiro, que acompanha o marido durante a guerra, mas que depois da independência é trocada por uma mais jovem (olhem a letra: Apili, Apili, Apili / Son perto di si homi / Matcho, matcho garandi / Combatente di povo … / Homi di Apili bai / I bai busca mindjer nobu). Coloco a versão original, do disco Udjus ke Odja (Olhos que olham), gravado nos EUA (olhem o luxo: Miriam Makeba fazia backing vocals no disco, ainda que não nesta faixa), e também a lânguida e doce (bota doce nisso!) versão do grupo cabo-verdiano Simentera, que saiu no disco Raiz, com a voz única de Teresinha Araújo (aliás, cada uma das vozes do Simentera é única, coisa do outro mundo). Escutem a pérola do José Carlos Schwarz aqui, e a versão do Simentera acolá hehe! Amigos da Guiné, um abração pra vocês! Saudações pra todos!!

jose-carlos-schwarz_boca-ke-papiaGalera, el tema de hoy iba a ser otro, pero los hechos me llevaron a cambiarlo. No sé si leyeron sobre los tristes sucedidos de domingo y ayer en Guinea-Bissau (lea noticia acá), pero la verdad es que me quedé pensando el dia entero en ese país, en donde estuve unos meses, y en los queridos amigos guineense que hice por allá (que ahora están un poco en cada lugar del mundo de lengua portuguesa). Entonces decidi poner un clasico del cancionero guineense y de la música africana, la bellisima “Apili”, de José Carlos Schwarz. Schwarz fué de esos genios precoces que tambien desaparecen precozmente. Poeta, compositor, cantor, escribio algunas de las canciones más linda de ese universo compartido por Guinea-Bissau y Cabo Verde, de cuya vinculación historica, etnica y cultural nascieron las lenguas criollas habladas en los dos países (forman una misma familia, con variaciones importantes, claro). Fué el “o cantor” del movimiento de independencia de los dos países, liderado por el legendario Amilcar Cabral (era un solo movimiento, que tenia por proyecto la unión de ambos países). Y murió con 27 años, en acidente de avión en Cuba. En serio, el tipo solo escribio canciones linda… “Apili” cuenta la historia de una camponesa, mujer de un guerrillero, que acompaña a su marido durante la guerra, pero que luego despues de la independencia es cambiada por una más joven (miren la letra: Apili, Apili, Apili / Son perto di si homi / Matcho, matcho garandi / Combatente di povo … / Homi di Apili bai / I bai busca mindjer nobu). Pongo la versión original, del disco Udjus ke Odja (Ojos que miran), gravada en EE.UU. (miren el lujo: Miriam Makeba hacia backing vocals en el disco, aunque no en ese tema), y tambien la languida y dulce (eso si que es dulce!) versión del grupo cabo-verdiano Simentera, que salió en el disco Raiz, de 1996, con la voz única de Teresinha Araújo (bueno, cada una de las voces de Simentera es única, cosa del otro mundo). Escuchen la perla de José Carlos Schwarz acá, y la versión de Simentera allí hehe! Amigos de Guinea, un abrazo fuerte para ustedes! Saludos para todos!!

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1 Comentário so far
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Perfeito letras sensacionais! e orgulho de ser eu uma homenagem viva a esse cara!

Comentário por Apilly




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